Bispo de Guarabira acompanha todos os passos do processo.

Durante a solenidade de encerramento dos festejos de Nossa Senhora do Livramento, em Bananeiras, nesta segunda-feira (06), Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo diocesano de Guarabira, comunicou que o processo para beatificação e canonização do Padre Mestre Ibiapina continua sua curso normal na Vaticano. Sendo que agora enfrenta a fase de análise do grupo de historiadores e especialistas. Somente depois dessa profunda análise seguirá para a Comissão de Cardeais.

Dom Aldemiro aproveitou para pediu a colaboração dos fiéis com orações e também com doações financeiras, dado aos custos que são elevados. O bispo chegou a citar cifras de 18 mil euros em cada etapa. Portanto, sem a participação do povo, dificilmente a propositura terá sucesso. O bispo orientou que, em qualquer parte da Diocese, quem se sentir tocado, deve procurar a Paróquia mais próxima e buscar os meios de doação.

Villota em encontro com o Papa Francisco.

Paollo Villota, o mesmo que cuidou do processo de Santa Irmã Dulce dos Pobres, é o postulador da causa do Padre Ibiapina. O caminho passa pela apresentação da Positio – pode ter mais de mil páginas e o tempo entre a apresentação e a recomendação varia. Ela reúne dados que foram obtidos pela investigação diocesana sobre as virtudes heroicas do candidato. Depois de apresentada, a Positio será examinada pelo Comitê, formado por historiadores, teólogos, Bispos e Cardeais. Se os examinadores encontrarem adequações nas evidências, eles podem recomendar ao Papa para que Padre Ibiapina seja considerado Venerável.

A Positio tem três partes (Vida, Virtudes e Fama de Santidade). As Virtudes são divididas em Teologais (fé, esperança e caridade), Cardeais (prudência, fortaleza, temperança e justiça) e da Vida Religiosa (pobreza, castidade e obediência).

Outro aspecto fundamental são os milagres. Eles precisam aparecer, principalmente nas etapas de beatificação e canonização.

Feito por Deus fora da ordem da natureza

 

Restos mortais do padre encontram-se no Santuário de Santa Fé (PB).

Santo Tomás define na Summa theologiae que milagre é “aquilo que é feito por Deus fora da ordem da natureza”. Por isso, milagre é um fato que deve superar as forças da natureza, que pode ser realizado por Deus por intercessão de um Servo de Deus ou de um Beato. Os milagres podem superar as capacidades da natureza com relação a substância do fato, quanto ao sujeito ou apenas quanto ao modo de se produzir.

Se não tiver a aprovação de milagres ocorridos por intercessão de um candidato à honra dos altares, um processo de canonização normalmente não pode ser concluído. A beatificação de um Servo de Deus não-mártir e a canonização de um beato estão vinculadas ao reconhecimento de um milagre.

Para a beatificação de um Servo de Deus não-mártir, a Igreja exige um milagre. Para a canonização, mesmo de um mártir é necessário mais um. Apenas os milagres atribuídos à intercessão de um Servo de Deus ou de um Beato post mortem (pós morte) podem ser objeto de certificação.

Pascom – Pastoral da Comunicação