Paraibana relata como foi terremoto em Santiago, no Chile

Vanessa trabalha no Chile há três meses (Foto: Vanessa de Lima/Arquivo Pessoal)
Vanessa

A paraibana Vanessa de Lima, de 30 anos, está em Santiago, no Chile, a 243 km do epicentro do terremoto que atingiu o país nesta quarta-feira (16). A turismóloga, que trabalha com marketing turístico há três meses na capital chilena, relatou que percebeu “um certo pânico na rua”.

“Como eu estou aqui só há três meses, eu não tinha tanta referência do que era um tremor maior ou menor. Pela reação das pessoas é que fui percebendo que foi um tremor forte. Eu percebi as pessoas com muito medo. Os chilenos têm uma certa resistência a tremor, mas como eles tem uma referência grande de terremotos muito graves, eles também têm muito medo”, explicou.

Segundo a última atualização, 11 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no terremoto. A magnitude do tremor foi 8,3, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) – o serviço sismológico chileno informou 8,4. Mais de um milhão de pessoas tiveram que deixar suas casas. Na manhã desta quinta, cerca de 100 mil famílias ainda estavam sem luz.

Vanessa trabalha há três meses em Santiago, no Chile (Foto: Vanessa de Lima/Arquivo pessoal)
Vanessa trabalha há três meses em Santiago, no Chile (Foto: Vanessa de Lima/Arquivo pessoal)

O tremor inicial foi às 19h54 (hora local, mesma de Brasília) e houve pelo menos 11 réplicas de tremores com magnitude maior que 4,4, de acordo com o serviço sismológico chileno. De acordo com o Centro Nacional de Sismologia da Universidad de Chile, o sismo teve seu epicentro localizado 36 quilômetros ao oeste da cidade de Canela e a 11 quilômetros de profundidade. O epicentro do tremor fica no mar, a 243 km de Santiago e a pouco mais de 10 km da costa.

Vanessa tinha saído do trabalho para resolver alguns problemas no Centro da cidade quando o terremoto aconteceu. Ela explicou que tinha acabado de sair do metrô e entrado em uma espécie de mercadinho no momento em que sentiu os tremores.

“Vi as lâmpadas balançando, os postes na rua balançando. O primeiro foi bem longo, o mais forte de todos. Como eu estava na rua, não tive a reação de medo, porque eu estava num lugar que eu me sentia segura. Isso faz muita diferença. Certamente, se eu estivesse num prédio, se eu estivesse no escritório onde eu trabalho que é no 12º andar, eu sentiria o tremor com muito mais intensidade porque, aí sim, tudo balança, as cadeiras, as mesas, as coisas caem das mesas”, ressaltou.

Para ela, a sensação de tremor foi maior durante a madrugada, quando ela estava em casa. “Eu senti por volta da 1h da manhã uma réplica muito forte, acho que 6.6. Estando em um lugar fechado, dá uma sensação maior de medo porque você sente que pode cair alguma coisa em cima, tem vidro que pode quebrar, tem tremor que faz as portas trancarem, que causa vazamento de gás”, disse.

Cidade preparada
A paraibana disse que o que mais chamou a atenção dela é que Santiago é uma cidade bem preparada para os tremores. “Não vi um vidro quebrado, uma placa caída. Na cidade, não se nota efeito do terremoto. A engenharia é muito bem preparada, os prédios são feitos para balançarem e não caírem. O metrô tem um sistema de segurança que para durante o tremor. Depois, todas as linhas continuaram funcionando normalmente”, relatou.

Do G1 Paraíba

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