
Especulações tem prejudicado os possíveis indicados ao bispado de Guarabira. A situação se repete sempre que a Diocese fica vacante. O nome do sucessor do bispo dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, atualmente em Nazaré da Mata (PE), pode ser alterado diante dos vazamentos, conjecturas e boatos entre os que fazem a apuração dos bastidores eclesiais. A mesma realidade também é vivenciada na Arquidiocese de João Pessoa que enfrenta um festival especulativo, que só complica a indicação do candidato ao posto.
Quando a especulação envolve uma instituição como a Igreja Católica é mais agravante. Pior é se o especulador estiver a serviço de uma estratégia para, justamente, queimar o filme do ‘escolhido’.
Nos bastidores da Igreja Católica, especulações como essa sobre a escolha de um ou de outro pode servir, justamente, para causar um efeito contrário. As nomeações na Santa Sé não funcionam como muita gente pensa. Para os mais religiosos, do ponto de vista da fé, o desejo de Deus muda todo o rumo especulado.
Como funciona
Há uma lista sugerida ao Vaticano. Não há um prazo formal para a escolha, mas quando houver um escolhido de verdade o primeiro a saber será o Núncio Apostólico (representante do Papa no Brasil), através de um documento oficial que chegará às suas mãos trazido de avião, da Itália. Ou seja, a Internet não será usada nessa comunicação.
Depois do Núncio, a segunda pessoa a saber será o próprio escolhido e, na sequência, o atual administrador. Nesse caso, para que o Administrador da Diocese possa não apenas divulgar o nome como tomar as providências para a posse.
Enfim, ninguém sabe quem será nomeado e a Santa Sé não se movimenta em torno de especulações. O resto é conversa fiada.
Rafael San



