Na manhã desta quarta-feira (30), a Polícia Rodoviária Federal em conjunto com a Polícia Militar, o Exército Brasileiro e o Corpo de Bombeiros realizaram a operação ‘Corredores Livres’, oferecendo apoio para que caminhoneiros deixassem a paralisação. Cerca de 95% dos caminhões que estavam parados na BR-101 deixaram o local.
O presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados em Empresas de Transporte de Combustíveis Produtos Perigosos e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindconpetro-PB), Emerson Galdino reconheceu perda de força do movimento, mas acredita que paralisação possa retornar em breve.
“Nem todos os pedidos foram atendidos, e agora os caminhoneiros sabem a força que tem. Antes, eles não sabiam”, relatou.
Todos os pontos monitorados pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPtran) não mostram mais bloqueio. A informação é do comandante da BPtran, Jucier Pereira. “Monitoramos tanto vias estaduais como federais, e até o momento tudo volta à normalidade”, afirmou.
Depois da operação, somente três caminhões ainda continuam na região, mas agora os veículos ficam em uma rua paralela, próxima à via federal. Os manifestantes montaram as tendas e afirmam não ter previsão de sair.
A Polícia Rodoviária Federal recebeu informações de que alguns caminhoneiros estavam sendo feitos de reféns e temiam abandonar o movimento. A operação garantiu que a saída desses caminhoneiros fosse feita sem prejuízos.
O superintendente da PRF, Douglas Uchôa explicou como aconteceu operação. “A primeira frente isolou área, a segunda frente ocupou os pontos fixos dentro da operação, e a terceira frente foram as equipes que abordaram os caminhoneiros”.
De acordo com coronel Jucier Pereira, da Polícia Militar, a atuação dos órgãos convenceu os manifestantes. “Eles chegaram em um consenso, caíram na real que não tem mais o que insistir. Foi um trabalho integrado, bem planejado e podemos dizer que tivemos sucesso”, afirmou.
Segundo o coronel várias frentes da Polícia Militar participaram da operação, que totalizou um efetivo de mais de 300 pessoas.
ManchetePB com MaisPB



