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A forte relação de Moacir Laurentino com Pilõezinhos e Sebastião da Silva

Moacir e Sebastião fizeram lançamentos pelo Continental, renomada gravadora da época

PILÕEZINHOS (PB) – A edição 2018 da Rota Cultural Raízes do Brejo está sendo aguardada com muita expectativa pelos amantes da história local. O projeto deu muito certo e produziu fortes emoções em sua primeira edição.

Somente uma iniciativa regada por muita cultura pode revelar tantos talentos. De 23 a 25 de novembro será a vez de Pilõezinhos brilhar novamente. O ano passado, todos os holofotes foram voltados para os filhos ilustres da terra do Pavão Misterioso e a origem da cidade passando pela ocupação indígena, tradição religiosa, até os dias atuais. Para este ano, o mundo poético deve roubar a cena com a vida e a obra de Sebastião da Silva, um dos maiores nomes da poesia, verso e viola.

Mas, para conhecer melhor o sucesso de Sebastião da Silva, temos que pesquisar e ouvir pessoas que conviveram com ele. Por isso, tomei a iniciativa de ouvir o poeta Moacir Laurentino, cantador que mais tempo passou fazendo dupla com Sebastião. Muitas foram as informações colhidas que só serão contadas no evento, no entanto, uma me chamou atenção: Moacir também tem raízes com Pilõezinhos!. Avelino Laurentino, pai de Moacir, nasceu no Sítio Camará, quando o território ainda pertencia ao município de Guarabira. Avelino deixou sua terra em busca de novas oportunidades e encontrou no sertão paraibano sua companheira. E em Paulista (PB) o casal gerava Moacir que mais tarde se tornaria uma das mais potentes vozes do Nordeste.

O destino caprichou e cruzou os caminhos de Sebastião e Moacir a partir de um festival em Campina Grande. Ligações umbilicais tão próximas logo geraram afinidade suficiente para selar uma grande dupla de violeiros. Eles gravaram 12 discos e cd’s juntos. Ganharam muitos festivais e admiração pelo Brasil afora. Para uma época marcada por imensas dificuldades foi um “gol de placa”. O próprio Moacir Laurentino resumiu aquela fase de ouro: “depois que lançamos o primeiro disco pela Continental, não faltou mais nada. Ganhamos o Brasil”.

Hoje, Moacir vive em Campina Grande (PB). Canta e conta histórias, além de cuidar de um sítio da família. Sebastião ainda reside em Caicó (RN) onde se reabilita de um AVC.

Viva a poesia! Viva a Pilõezinhos terra de poetas!

ManchetePB

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