Em 1856 uma peste assolava a comunidade e uma promessa foi feita e até hoje acontece o novenário – Foto: Pascom Paroquial.

PILÕEZINHOS (PB) – Nem palco, nem banda, nem parque. Este ano será como foi no princípio de tudo: só o religioso!

A Festa de São Sebastião de Pilõezinhos recebeu da pandemia a “sentença do recolhimento”. É preciso saber viver cada instante da vida e esse é o momento de valorizar somente o necessário, o extraordinário é demais.

Obedecendo as regras sanitárias, impostas pelas autoridades, para evitar a propagação do coronavírus, somente as novenas ao ar livre seguirão entre 11 e 20 de janeiro – fazendo jus a tradição de fé e devoção que completa 165 anos.

Poderia faltar tudo menos a programação religiosa. Afinal, somente ela, de fato, é a autêntica Festa de São Sebastião. O resto é adereço cultural, social, político ou econômico – que também tem a sua importância.

O lado social da festa, por convivência cultural e hábito, foi batizada como sendo de São Sebastião, mas na verdade nunca foi. Se ganhasse outro nome ou data não mudaria seu objetivo principal, pelo contrário, seria profundamente ético e coerente.

Rafael San – ManchetePB