A tal da IA querendo abrir seus olhos

Uma simples postagem, uma brincadeira indefesa…

Porém, como dizem por aí, toda brincadeira tem um fundo de verdade. E quantas verdades ficam subentendidas nas famosas fotos produzidas por Inteligência Artificial.

A tecnologia tem evoluído tanto que chega até a assustar. Ela tem mordido com muita força, e soprado na mesma intensidade: A ilusão vivida através de uma tela ocupa o mesmo espaço de uma consulta marcada rapidamente ou de um pagamento feito na hora que o dinheiro cai na conta. Tudo sem sair de casa.

Aquele seu parente que partiu, hoje pode ser visto te abraçando em uma imagem belíssima que, oxalá fosse verdade!

A aparência que muitos gostariam de ter, hoje é compartilhada como foto de perfil nas redes sociais. Um perfil que, na alta definição da vida real, talvez signifique “te encontrei na rua e não te reconheci.”

Quantas verdades não ditas! Mas que reflexão a IA nos traz todos os dias?

Na verdade, ela não só diz, mas grita na nossa cara ilusões disfarçadas de “você é capaz de escrever um texto bom sozinho” ou “você pode ter um corpo assim de verdade.” Ilusão, ilusão e mais ilusão.

De que adianta, se tudo isso não é real?

É bom se perguntar se certas belezas realmente são belas. Ou se a verdadeira beleza precisa de um robô para montá-la… E ainda mentindo.

A IA é importante, mas nem sempre ela vai ser viável.

Daniele Souza. Jornalista, escritora e professora. 

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FOI MANCHETE