por Rafael San Filho – Colunista esportivo
Flamengo ainda não despertou nesse início de temporada. No brasileiro, ainda não venceu. Por mais que esteja no começo de um torneio cheio de surpresas, ninguém pode se dar o luxo de esperar pra vencer. Não existe hora certa pra isso! É vencer e vencer o quanto antes! Ainda mais o Flamengo de 25/26; dispensa apresentações, jogou e ganhou, desbravou o futebol do Brasil como nenhum clube na temporada.
Reforçou seu elenco ainda mais: zagueiro destaque do ano passado chega pra somar na zaga menos vazada do país (Vitão, ex-Inter), goleiro promissor de Portugal vem pra tentar competir com o goleiro Rossi pela vaga de titular(Andrew, ex-Gil Vicente). E o que foi a contratação mais cara da história do futebol brasileiro; Lucas Paquetá! Que voltou recentemente à sua casa e enche a torcida de expectativa. Contudo, não conseguiu, no momento, jogar á altura do time que tem.
Dos oito jogos que disputou, apenas um o Flamengo venceu. O clássico contra o Vasco da Gama foi a única partida com vitória rubro-negra.
Sem falar do mal futebol que teve o Sub20 no Carioca. Não venceu o time comandado por Pivetti! Mesmo trazendo o elenco principal no jogo contra o Vasco e tendo vencido, depois disso, ainda não vence e muito menos convence. Sobrou estatisticamente contra o Internacional, como na posse de bola, nas finalizações, na troca de passes e nada adiantou. Ao invés disso, o time flamenguista parece não saber o que fazer com a bola e não entender o seu próprio jogo. Da defesa ao meio, tudo entendível! É na frente que o jogo não roda; uma boa versatilidade na ponta, com laterais que sobem muito pra dar opção, mas uma dúzia de bolas perdidas e o que foi fator principal pro belo gol de Borré. Paquetá tenta fazer com que a bola chegue até Arrascaeta mas falha. Daí o Inter escreveu seu belo gol, com todo o mérito do colombiano Borré pra deixar Leo Ortiz no chão e vazar o gol de Rossi. O Flamengo se embolou nas suas jogadas o primeiro tempo todo.
Paquetá também chegou sem conseguir saciar a sede da torcida em vê-lo jogar bem. Contra o Corinthians, pela final da Supercopa, perdeu o que seria o gol do empate e o que daria a ele a coroa de herói do jogo logo na estreia. Mas ainda sente o peso do solo brasileiro e, principalmente, da camisa do Flamengo.
Não sobra espaço para duvidar da qualidade de Paquetá. Sem dúvidas foi uma das maiores revelações do Brasil nos últimos tempos; jogador de copa do mundo, que brigou por destaque na Europa e, antes disso, teve que mostrar seu talento no futebol brasileiro e aí sim engrenar na carreira. Mas nada contestou seu mal retorno ao Brasil, além da pressão e um ano mal terminado no futebol inglês.





