Animais Fantásticos Os Crimes de Grindewald – Critica

J.K. Errou.

Dois anos depois do lançamento do primeiro filme, Os Crimes de Grindewald chega aos cinemas com uma grande promessa de continuar a expansão do mundo bruxo criado pela J.K. Rowling, porém nem tudo acaba saido como planejado, mas vamos com calma e analisando os detalhes, assim como no primeiro filme o figurino, a direção de arte e os efeitos visuais criam uma experiência magnífica como por exemplo: a construção de uma Paris nós anos 20, o circo mágico onde o Credence e a Nagini estão vivendo, e o ministério da magia francês, deixam as cenas com um certo charme digno desse universo, porém o mesmo não podemos dizer do roteiro, que parece que não sabe qual história quer contar deixando ela sem rumo e sem foco, o que acaba passando para os personagens que parecem perdidos em meio a uma narrativa, confusa e sem propósito, onde tudo parece ter sido deixado para ser desenvolvido nós próximos filmes, entretanto numa franquia de 05 filmes isso acaba sendo um erro, pois a cada capítulo a história e os personagens precisam ser desenvolvidos em prol de um arco maior que deve ser resolvido no último capítulo da franquia, porém depois de termos sido introduzido a esse novo capítulo do Wizard World em 2016, a história simplesmente para e começa a atirar para todos os lados, diferente do primeiro filme onde temos a história do Newt e o seu amor pelos animais fantásticos, ao mesmo tempo que a química entre os personagens são muito bem desenvolvida e como pano de fundo você tem o pretexto da ameaça do Grindewald começando, já nesse filme J.K. Rowling quis fazer tudo ao mesmo tempo, pois o filme tem uma história principal fraca que não se sustenta ao longo dos 134 minutos da projeção, e várias subtramas que são tratadas de um jeito preguiçoso pela autora.

Eddie Redmayne até tenta, mas não consegue se destacar como no primeiro filme, onde a sua devoção pelos animais é deixada de lado com exceção de uma cena no começo do longa, indo contra ao próprio titulo da franquia, e o personagem que encantou o público com seu jeito tímido e adorável se torna uma muleta do roteiro para justificar um “protagonista”, já que a verdadeira história dessa nova franquia é sobre Grindewald e Dumbleodore e a presença do Newt se torna até que desnecessária, assim como a de Tina, Queenie e Jacob onde o roteiro não dá reais motivos para os seus retornos, além de pura enrolação que é palavra que mais define esse filme, cujo vários personagens são inseridos e nenhum é de fato desenvolvidos , como Nagini, que fez o fandom explodir quando soube da sua participação , mas acaba sendo muito mal aproveitada onde ela entra muda e sai calada, sendo claramente usada como um puro fan- service, assim como o Nicolau Flamel.

Credence se torna claramente um amuleto, onde a história e todos os acontecimentos giram ao redor dele, deixando a narrativa meio enfadonha onde você não se importa nem com o personagem e sua origem, e a revelação que acontece no final do filme fica totalmente desconexa com o cânone estabelecido pela própria J.K. Rowling, fazendo com que a história tome um rumo ineperado, mesmo soando confuso principalmente para aqueles que conhecem o universo bruxo de Harry Potter. Além do Credence a Queenie ganha um tratamento muito preguiçoso do roteiro, onde nada funciona como seu relacionamento com o Jacob( Dan Fogler extramamente forçado como alívio cómico), além da personagem ser completamente esquecida durante o filme, pra no final ela tomar uma decisão completamente mal construída pelo filme, soando até um pouca ridícula a cena. A única subtrama que é até interessante é a da Leta Lastrange, cuja é uma personagem cheia de camadas e traumas que ela carrega como feridas não cicatrizadas, entretanto dentro da “salada mista” que é esse filme o arco da personagem acaba ficando perdido assim como seu relacionamento com os irmãos Scamander que é tratado de uma forma bem superficial, onde uma frase soltada pela personagem no final, fica desconexo com as informações que apredemos sobre ela ao longo do filme.

O filme ta cheio de referências ao mundo de Harry Pottter que vai fazer qualquer fã pular da cadeira do cinema, porém uma obra tem que ir além dessas referências e contruir uma boa história ao mesmo tempo que deixa ganchos prós próximos filmes, e Os Crimes de Grindewald faz justamente a segunda parte pincelando informações que serão usadas no futuro, mas sem ter um grande desenvolvimento por trás, aliás os melhores momentos do filme é quando os principais elementos do conflito entre Dumbleodore e Grindewald, são introduzidos deixando um gostinho de quero mais, que teremos nos próximos filmes, aliás esses dois personagens são o que sustenta o fillme, impedindo ele de ser um fiasco ainda maior, mesmo aparecendo pouco Jude Lawn consegue passar todo o charme e sabedoria do Dumbledore que conhecemos junto com os traumas do seu passado ( a cena que ele conversa com a Leta e a do espelho de Ojesed são excelentes), saindo do seu piloto automático Johnny Depp entrega um vilão extremamente poderoso, mas tem sua persuasão como seu maior poder, já que com seu discurso ele acaba trazendo os medos e insegurança das pessoas a tona como uma forma de “Liberdade”, fazendo com que elas se juntem a sua causa, como vimos no final do filme.

Animais Fantásticos Os Crimes de Grindewald é o grande exemplo que esticar a história para cinco filmes não foi a melhor solução, pois o que foi nós apresentados aqui nessa segunda parte mostra que J.K tem um grande plano orquestrado na sua mente, ou que ela está perfeitamente perdida sobre o rumo que a sua amada franquia irá seguir.

Nota: 2/5

 

 

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FOI MANCHETE