
Em pleno Dia de Finados, 02 de novembro, quando centenas de famílias se dirigiram aos cemitérios de Guarabira para prestar homenagens aos seus entes queridos, muitos foram surpreendidos com uma notícia nada agradável: o aumento expressivo da taxa anual de reserva dos túmulos.
Até o ano passado, o valor cobrado era de R$ 40,00, mas em 2025 o montante saltou para R$ 70,00 — um reajuste de 75% em relação ao valor anterior. A mudança, feita de forma silenciosa, pegou de surpresa quem compareceu ao local com a intenção apenas de manter em dia a documentação das sepulturas.
Além do aumento elevado, outro detalhe indignou os contribuintes: quem optasse por pagar via Pix era cobrado um acréscimo de R$ 1,24, sob a justificativa de “taxa de transação”.
“Isso é um desrespeito”, critica cidadã guarabirense
A guarabirense Maria de Lourdes Silva, que visitava o túmulo do pai, desabafou ao descobrir o aumento: “No ano passado eu paguei 40 reais. Cheguei aqui pensando que seria o mesmo valor, mas quando disseram que era 70, quase não acreditei. Um aumento desses de um ano pro outro é um absurdo! No Dia de Finados, quando a gente vem com o coração apertado, ainda tem que passar por isso. E pra piorar, se a gente quiser pagar no Pix ainda sai mais caro? Isso é desrespeito com o povo. O luto virou fonte de arrecadação.”
Lei aprovada pela Câmara teria autorizado o aumento
Quem tentou questionar o reajuste foi informado pelos responsáveis do local, com um documento exposto em cima da mesa, de que o aumento teria sido autorizado por uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Guarabira, em razão da atualização do valor da Unidade Fiscal de Referência (UFR) — índice utilizado para calcular taxas e tributos municipais.
Mesmo assim, muitos visitantes consideraram o percentual abusivo e desnecessário, já que não houve melhorias visíveis na estrutura ou nos serviços oferecidos nos cemitérios da cidade.
População cobra transparência
O aumento sem aviso prévio e a destinação pouco clara dos recursos geraram revolta e desconfiança. Famílias afirmam que, se havia uma lei prevendo o reajuste, ela deveria ter sido amplamente divulgada, com explicações sobre a aplicação do dinheiro arrecadado.
Em um momento de memória e dor, o sentimento que dominou o Dia de Finados em Guarabira foi de indignação e desrespeito, deixando a população com uma pergunta que ecoa entre os túmulos: quem está realmente cuidando da cidade dos mortos?
Da Redação
ManchetePB



