Bancos gregos reabriram nesta segunda-feira, mas saques continuam limitados (Foto: AFP)
Bancos gregos reabriram nesta segunda-feira, mas saques continuam limitados (Foto: AFP)

Os bancos na Grécia reabriram as portas nesta segunda-feira (20) pela primeira vez em três semanas depois de fechamento, para permitir operações nos caixas, apesar de controles de capital ainda serem mantidas.

A chefe da associação de bancos da Grécia Louka Katseli pediu aos gregos – que poderão sacar 420 euros por semana de uma vez, ao invés de 60 euros por dia – que coloquem seu dinheiro de volta.

A reabertura cautelosa dos bancos, e um aumento no valor das taxas em alimentos de restaurantes e transporte público a partir de segunda-feira (20), visa restaurar a confiança dentro e fora da Grécia, após um acordo de ajuda para reformas na semana passada ter evitado a falência do país.

Os cidadãos podem comparecer às agências e realizar as operações que até agora só podiam ser feitas por caixa eletrônico. Estão permitidas transações como pagamento de contas e desconto de cheques.

Os pais que tenham filhos estudando no exterior poderão enviar até 5.000 euros por trimestre e aqueles que precisam pagar custos de hospitalização em outro país também dispõem de até 2.000 euros.

Empréstimos
A Grécia iniciou o processo para o pagamento de um total de 6,25 bilhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmaram à agência Reuters nesta segunda-feira (20) autoridades do Ministério das Finanças.

A Grécia está pagando 4,2 bilhões de euros em principal e juros ao BCE que vencem nesta segunda-feira e 2,05 bilhões de euros ao FMI que estava atraso desde 30 de junho, disseram as autoridades. Também está pagando um empréstimo de 500 milhões de euros ao banco central grego.

O país conseguiu um empréstimo-ponte de 7,16 bilhões de euros junto ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM) na semana passada, o suficiente para sobreviver durante julho.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras está tentando “virar a esquina” após os termos de resgate que ele aceitou com relutância terem gerarem uma rebelião em seu partido Syriza, de esquerda.

Ele demitiu rebeldes do partido em uma remodelação do governo na sexta-feira e está buscando um rápido início das negociações sobre um acordo de resgate com parceiros europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI) antes das eleições, que devem ocorrer em setembro ou outubro segundo o ministro do Interior Nikos Voutsis.

No sábado, o governo divulgou um decreto ordenando que os bancos abrissem suas portas na segunda-feira, após terem fechado no dia 29 de junho para evitar o colapso do sistema, com um aumento dos saques pelas preocupações com a crise da dívida grega.

Do G1