Pelo segundo dia seguido, Emerson Sheik não foi a campo na quinta-feira para treinar nem entre os reservas do Flamengo. O motivo é um só: o atacante, de 37 anos, realiza um trabalho especial para voltar a fazer diferença em jogos decisivos que terão pela frente, no Estadual e na Copa do Brasil. O veterano reforça a parte física após queixas de desgaste em meio a semana livre de trabalho. Sua permanência no clube, no entanto, é uma incógnita.

O contrato de Sheik vai até o fim da temporada, mas, em baixa, já há conversas para uma eventual saída na janela de transferências do meio do ano. Hoje, porém, não há, nem por parte do Flamengo, nem dos representantes do jogador, nada concreto em análise. Por isso, o técnico Muricy Ramalho, com quem Emerson já trabalhou, conta com o atacante, mas avisa que só vai voltar ao time quando estiver bem.

– No momento em que eu mudei a equipe os jogadores que entraram foram bem. Ele sabe como: mérito. Já trabalhou comigo. Nas finais se a gente classificar vamos precisar de jogadores como ele – avisou o treinador.

Barrado por questão técnica, Sheik está tranquilo, não exibe sinais de descontentamento e encara com naturalidade a situação. Tanto que se dedica normalmente aos trabalhos físicos aos quais é submetido para recuperar o fôlego que o garantia, até certo ponto, o status de intocável no Flamengo no ano passado. Nessa temporada, o começo também foi promissor. Mas parou nos quatro gols marcados. O desempenho não é bom.

Soma-se a isso a concorrência crescente na sua posição. Emerson terá que brigar por espaço com Marcelo Cirino no atual esquema. E, fisicamente, não há comparação. Se Muricy optar por jogar com três atacantes, Fernandinho, regularizado ontem, Gabriel e Everton, que tem sondagem do Palmeiras, correm por fora pela vaga. Emerson Sheik vai precisar se reinventar no Flamengo, ou aceitar apenas compor o elenco. O jogador teve recentes propostas do futebol chinês, e uma nova oferta pode ser a solução para o Flamengo e o jogador.

Do Extra