Um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus foi formalmente acusado da prática de abusos sexuais contra mulheres no Distrito Federal. As denúncias foram recebidas pela Polícia Civil de Brasília e pelo Ministério Público do Distrito Federal.
De acordo com informações da coluna de Carolina Brígido, no UOL, o bispo Wagner Negrão foi acusado por dois fiéis, homens, que teriam testemunhado os crimes.
Um dos fiéis, em contato com a coluna, explicou ter ouvido os relatos de abusos de mulheres com quem convivia na Universal. Segundo ele, Wagner cometeu os crimes nas duas igrejas em prega, na Asa Sul de Brasília e em Taguatinga.
“[O bispo] assedia sexualmente as mulheres, filhas de pastores membros, inclusive, simulando reservadamente orar pelas fiéis, quando estão sozinhas, desenvolvendo suas atividades na igreja, o mesmo começa o processo de assédio, orando com a mão na cabeça, desce a mão para os ombros, dos ombros para os seios e barriga”, diz o texto da notícia-crime.
Duas fiéis confirmaram que foram assediadas pelo bispo, e seus relatos são muito próximos da narrativa registrada pela acusação. Elas explicaram que o religioso pedia que as vítimas fossem, sozinhas, à sua sala, quando, então, cometia o abuso.
“Eu encontrei o abuso, eu encontrei um monstro: o bispo Wagner Negrão. Ele, para vir orar na gente, para dar a benção, colocava a gente numa sala, começava a orar na cabeça da gente, começava a descer a mão, passar no meu peito, falava palavrões, falava que era unção”, contou uma delas ao UOL.
“Ele me apertou contra o corpo dele, me acariciou no meu seio, nas minhas costas, desceu um pouco na minha calça, na minha bunda. Na hora de sair, ele me pediu um abraço e encostou as partes dele em mim. Foi quando eu percebi que aquilo estava errado”, relatou a outra vítima também à coluna.
Universal se manifesta
Após pedido do UOL para contato com Wagner Negrão, a Universal enviou uma nota à reportagem afirmando que “bispos e pastores, por orientação da Igreja, obrigatoriamente, são acompanhados por suas esposas, ou por outros oficiais, para realizarem os atendimentos”.
“Sem conhecer os nomes das acusadoras e as datas exatas dos supostos episódios, o oficial da Universal sequer tem como se defender para comprovar sua inocência. Se, de início, não é possível colocar em dúvida os depoimentos que o UOL colheu das supostas vítimas, da mesma forma não é razoável que uma acusação tão grave seja publicada sem que o acusado saiba quem o incriminou”, considera.
Do Manchete PB
Com Yahoo Noticias




