Líderes mundiais começam a desembarcar nesta sexta-feira (29) em Roma, capital italiana, para o encontro da cúpula do G20, grupo de países mais ricos do mundo.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o líder americano Joe Biden são dois dos que já cumprem agenda antes do início oficial dos eventos da cúpula, que se alongarão pelo sábado (30) e domingo (31).

Com grandes expectativas para o primeiro encontro presencial do G20 desde que a pandemia começou, os principais temas da reunião devem abranger as mudanças climáticas, a recuperação econômica pós-pandemia e a distribuição global de vacinas contra a Covid-19 – bem como a desigualdade de acesso dos países mais pobres.

As primeiras reuniões irão tratar de economia e saúde global, bem como maneiras de estimular pequenas empresas a prosperarem e o empreendedorismo feminino a crescer globalmente.

Em seguida, são esperadas conversas sobre desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas – temática que vai de encontro com a realização da COP26, em Glasgow, na Escócia, a partir do domingo (31).

Bolsonaro
Jair Bolsonaro desembarcou em Roma nesta sexta-feira (29), por volta das 8 horas (no horário de Brasília). Hoje, o único compromisso de Bolsonaro é uma audiência com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, no Palácio do Quirinal.

A comitiva presidencial que acompanha o presidente é integrada pelos ministros Carlos França (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

Neste sábado e domingo, Bolsonaro participa das atividades do G20, onde deve ter outros encontros bilaterais com autoridades estrangeiras, além de reuniões internas.

Urgência no tom das mudanças climáticas
O papa Francisco engrossou o coro que pede ações na COP26, que vai de 31 de outubro a 12 de novembro, dizendo que os líderes políticos do mundo precisam dar às gerações futuras uma “esperança concreta” de que estão adotando as medidas necessárias.

O pontífice pediu por um “sentimento renovado de responsabilidade compartilhada por nosso mundo” para impulsionar ações.

Francisco encontrou-se com Joe Biden nesta sexta (29), em uma conversa que durou mais de uma hora no Vaticano. Biden é o segundo presidente católico da história dos Estados Unidos – o primeiro foi John F. Kennedy. O democrata também é o terceiro presidente dos EUA a se reunir com o papa Francisco desde 2013.

Além do presidente Biden, estiveram presentes no encontro a primeira-dama, Jill Biden, o secretário de Estado, Antony Blinken, o Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, e outros membros da comitiva norte-americana.

Em comunicado, o G20 apontou que seus membros reconhecem “a relevância essencial de se zerar as emissões globais de gases de efeito estufa ou atingir a neutralidade de carbono até 2050”.

Composição

O grupo do G20 é formado por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Além dos 20 membros, também participarão dos trabalhos do grupo neste ano, como convidados da presidência italiana a Espanha, os Países Baixos e Singapura, além de Ruanda, representando a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África; a República Democrática do Congo, representando a União Africana; e Brunei, representando a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

Já a COP26 envolve quase 200 países, todos signatários da Convenção da ONU que discute o assunto, mas o bloco do G20, que inclui Brasil, China, Índia, Alemanha e Estados Unidos, é a força dominante: ele responde por mais de 80% do produto interno bruto mundial, 60% de sua população e cerca de 80% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Do ManchetePB
Com CNN Brasil