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Deputados aprovam sequência do processo de impeachment de Dilma

Plenário lotado na votação da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara
Plenário lotado na votação da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma na Câmara

O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) obteve a quantidade mínima necessária de votos para sua aprovação. A aprovação, contudo, não afasta Dilma imediatamente da Presidência da República. Isso só pode ocorrer após a análise do Senado. Para ser aprovado na Câmara, o processo dependia do voto de no mínimo 342 dos 513 deputados, ou dois terços do total.

Os 342 votos necessários para a autorização do processo foram alcançados às 23h08, com o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). No total, foram obtidos 367 votos favoráveis e 137 contrários. Houve ainda sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados.

A sessão deste domingo (17) começou com confusão – os parlamentares contra o impeachment reclamaram ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que havia colegas se manifestando a favor do impedimento atrás da mesa da Casa. Houve gritaria e empurra-empurra. Após as orientações de voto das lideranças dos partidos, a votação começou por volta das 17h45.

O primeiro deputado a votar foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava de cadeira de rodas e, por questões de saúde, passou na frente da bancada do Estado de Roraima. Ele votou sim, pelo impeachment.

Na história política brasileira, é a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da República recebe o aval da Câmara dos Deputados. A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados (outros 38 votaram contra, um se absteve e 23 não compareceram à sessão).

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FOI MANCHETE