Em época de Coronavírus a diversidade de informações verdadeiras e falsas, em sua maioria nesse segundo caso, tem espalhado mais rápido que a própria pandemia. Já ouvimos falar de quase tudo: casos onde não se têm, ocultação de casos reais e há até quem disponibilize receitas caseiras para combater o vírus.
Com mais tempo para internet, tentando obedecer a orientação de isolamento domiciliar, as pessoas estão povoando com mais intensidade o mundo digital, gerando grande frequência nas redes sociais e naturalmente compartilhando informações, muitas vezes sem checar sua veracidade.
Os amantes do sensacionalismo, propagadores da teoria do caos ou simplesmente os inocentes virtuais, compartilham e encaminham tudo o que recebem e daí já viu, tudo se torna viral (com o perdão pelo trocadilho). Os mais prudentes, porém, antes de espalhar a informação buscam checar sua origem e preferem repassar apenas àquilo que é divulgado por fontes oficiais, como sites institucionais e grandes veículos de notícias.
A maioria dos gestores dos pequenos municípios já declarou estado de emergência, diariamente são anunciadas medidas preventivas. Mas, ao acompanhar as divulgações institucionais, algumas questões que me chamaram bastante atenção. Vi títulos de publicações que me fizeram crer que já existia o Coronavírus onde não existia, observei comunicação desencontrada entre gestão e gestor, temor causado por conversas de WhatsApp dentre outras ações indefinidas, pautadas pelo calor da emoção. Assim sendo, a comunicação que deveria gerar orientação e esclarecimento, implanta dúvidas e pânico. E daí, abaixo de cada matéria ou postagem, estão os internautas fazendo perguntas nos espaços destinados aos comentários.
Como Consultor da área de comunicação, oriento reuniões periódicas com a equipe de comunicação para alinhamento e planejamento de um roteiro de divulgação, ou seja, primeiro deve-se filtrar o que se vai divulgar, para a partir de então planejar quando e como divulgar. Outra ação muito importante é existir um canal único de informação institucional, não adianta ter uma equipe de comunicação se alguém da gestão vaza tudo pelo WhatsApp, e também é importante não existir comunicação paralela (cada secretaria com sua página divulgando o que acha que deve).
Alerto que a comunicação interna deve estar perfeitamente ajustada e que as gestões que têm os “problemas” que citei devem fazer a correção na comunicação urgentemente, antes que as pessoas comecem a duvidar ainda mais “daquilo” que se comunica.
Tony Souza – Consultor
Assessoria1 Consultoria e Comunicação
Da Redação Manchete PB


