Deputados da Paraíba e do Pará trocam tapas no Conselho de Ética da Câmara

Deputado do PR e do PT se desentenderam e tiveram que ser contidos
Deputado do PR e do PT se desentenderam e tiveram que ser contidos

Os deputados Wellington Roberto (PR-PB) e Zé Geraldo (PT-PA) discutiram e trocaram agressões físicas durante a sessão do Conselho de Ética da Câmara nesta quinta-feira (10). A discussão começou quando os parlamentares discutiam sobre o painel de registro de presença e se agravou quando foi mencionado um requerimento para pedir o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Eles tiveram que ser contidos por parlamentares e chegaram a ser separados por seguranças.

Araújo precisou suspender a sessão por cinco minutos devido à briga. Os trabalhos foram retomados depois que os ânimos se acalmaram.

A briga ocorreu um dia após o colegiado ter outra reunião tumultuada em que seria votado o parecer preliminar pela continuação das investigações sobre Cunha, mas que acabou não acontecendo e teve até a substituição do relator, deputado Fausto Pinato (PRB-SP).

A briga
Logo no início da reunião desta quinta, deputados aliados de Cunha questionaram a demora para abrir o painel para registrar presença.

O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) reclamou para o presidente do conselho explicando que, como suplente, chegou cedo para registrar presença e, assim, garantir que conseguiria votar caso houvesse a ausência de algum titular. Pelas regras, os suplentes têm direito a voto pela ordem de chegada.

“Vossa excelência está querendo tumultuar o processo”, disse José Carlos Araújo ao deputado do PR. Bacelar pediu: “Me respeita”. Araújo repetiu: “Você está tumultuando”. Bacelar revidou de novo: “Me respeita. Eu tenho o direito sagrado de votar. Vossa excelência está sendo arbitrário”.

Bacelar insistiu e deputados da base aliada o acusaram de querer tumultuar, dizendo que “a turma do Cunha quer bagunça”. O clima ficou ainda mais tenso.

No calor do bate-boca, Zé Geraldo e Wellington Roberto se desentenderam e, se não fossem contidos, teriam partido para as vias de fato. Depois de serem segurados, continuaram batendo boca. “Você que me meteu a mão”, gritou Roberto. “Meti coisa nenhuma”, revidou Geraldo.

A turma do “deixa disso” entrou em ação para apaziguar a briga.

Afastamento de Cunha
A ideia do afastamento temporário do presidente da Câmara mencionada refere-se a um projeto de resolução proposta pelo deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), que dispõe sobre “afastamento de membro da Mesa Diretora da Casa que tenha contra si representação no âmbito do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar com admissibilidade”.

Esse projeto, porém, não tramitará pelo Conselho de Ética, mas seguirá o percurso normal da Câmara passando por comissões e, depois, para plenário, segundo explicou Araújo.

Compartilhe

FOI MANCHETE