
O deputado federal Efraim Filho (DEM) quer limitar gastos do governo federal com a estrutura oferecida aos ex-presidentes da República. O parlamentar disse ao jornal O Globo que sua assessoria vai avaliar maneiras de alterar o decreto de forma que ele seja mais objetivo em relação aos gastos.
O assunto veio à tona depois que O Globo publicou matéria mostrando que a equipe da ex-presidenta Dilma Rousseff gastou mais de R$ 520 mil com diárias e passagens nos primeiros seis meses de 2017. Os dados chamaram a atenção de parlamentares adversários do PT, que passaram a defender regras mais rígidas para este tipo de despesa.
Pelo decreto atual, cada um dos ex-presidentes pode ter até oito assessores, com salários e gastos com viagens bancados pelos cofres públicos.
Ao jornal O Globo, Efraim, que é líder do DEM na Câmara federal disse que é o caso de ter limitadores para aquilo que é uma representação institucional, não para satisfazer vaidades. “Se ela quer tratar de assuntos particulares, que faça com seu próprio dinheiro. Vou fazer uma reavaliação do decreto”, disse.
Para o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), este assunto não é prioridade. Ele acredita que Dilma teve de viajar de forma mais intensa nos primeiros meses após sofrer o impeachment para “denunciar o golpe”. Mas, segundo Zarattini, Dilma não irá mais viajar e a tendência é que esses gastos sejam naturalmente reduzidos.
— Eles reclamam quando é nosso caso. Quando é FH, José Sarney, não falam nada. Existe uma regra que está sendo respeitada, para que fazer mudança? Os ex-presidentes sempre tiveram essa segurança e mobilidade — pontua Zarattini.
Rafael San com Globo



