Abandono preocupava as famílias – Foto: redes sociais

Cerca de 60 famílias carentes do Município de Belém (PB) ocuparam, nesta quinta-feira (15), as casas do Conjunto Habitacional Residencial José Matias dos Santos, construídas pelo Projeto Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal.

A presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Residencial José Matias, Elizângela Leite da Silva, explicou que as famílias participaram de reuniões de preparação e cadastramento desde o ano de 2014. “Estávamos vendo as casas, que foram erguidas, se deteriorando e muitas ainda sem acabamento. Um descaso. Não vimos outra saída senão ocupar as moradias, as quais, foram construídas exatamente para estas famílias”, explicou Elizângela.

Ainda segundo a presidente, das 85 casas finalizadas, 65 encontram-se sob o controle das famílias desde as primeiras horas desta sexta-feira. “A polícia compareceu para garantir nossa segurança e evitar as aglomerações, por conta da pandemia. Estamos unidos e certos de que tomamos a melhor atitude para resguardar nosso direito de posse. Apesar do período eleitoral, aqui não permitimos motivações políticas. Esse é um projeto social da comunidade”, declarou a líder do movimento.

A portaria federal nº 684, datada do dia 30 de dezembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União em 2014, beneficiou uma entidade de Belém chamada Fepamoc – Federação Paraibana do Movimento Comunitário, que conseguiu aprovar no Ministério das Cidades o projeto denominado Loteamento Carnaúbas. Os R$ 4,9 milhões alocados financiaram, além das casas, despesas com aquisição de terreno, assistência técnica e legalização dos imóveis.

De acordo Elizângela, os moradores recebiam informações desencontradas sobre a entrega das casas e resolveram antecipar a ocupação. “Todas as famílias que entraram nas casas estão devidamente cadastradas no projeto. Elas apenas não puderam mais esperar a entrega oficial que não tinha data certa para acontecer”, Explicou.

A felicidade era evidente no rosto das famílias que estavam morando de aluguel.

ManchetePB