
O brasileiro não perde uma boa piada, e, na internet, então?! O mote da vez é o #FicaTemer, bem diferente daquele movimento que se perpetuou por toda o governo de Michel Temer que o levou ao recorde de rejeição e o tornou o presidente mais impopular da história.
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Nas redes sociais do presidente, a cada nova publicação, são comuns comentários do tipo: “Temer dá só mais um golpinho e fica mais 4 anos, por favor!”; “Fica temer, eu nem queria meus direitos mesmo, era só brincadeira!”; “Sei lá, o jeito que você tirava meus direitos era diferente. Fica, por favor”.
As demonstrações afetuosas nas redes têm agradado ao emedebista. Em recente entrevista à Agência Brasil, Temer disse estar se divertindo com os comentários.
Brincadeiras à parte, o resultado do primeiro turno no Brasil, explicita tanto a polarização política pautada no âmbito ideológico: direita vs. esquerda, petismo vs. anti-petismo, ditadura vs. democracia, como cada um queira chamar; e também a considerável rejeição a esses projetos.
33,48% do eleitorado não votou nem Fernando Haddad (PT) nem em Jair Bolsonaro (PSL) e, certamente, não gostariam de escolher entre um e outro no segundo turno. Diante do cenário de incertezas, os dois candidatos mudaram o estilo da campanha a fim de conquistar essa parcela de eleitores que já está até pedindo, com carinho, um novo “golpinho” com medo do que pode vir.


