Desde de 2015 quando o acordo entre a Marvel e a Sony foi anunciado, o estúdio que detém os direitos do personagem tentava implacar o seu próprio “universo” de personagens do aracnídeo tendo Venom como primeiro passo, mas foi em Homem Aranha no Aranhaverso que a Sony acertou com o personagem, algo que não acontecia desde 2004 quando Homem Aranha 2 foi lançado.

O filme conta a história de Miles Morales ( Aranha do universo Ultimate) um garoto do Brooklyn, cujo está tentando se enturmar na escola ao mesmo tempo que descobre que “qualquer um pode estar por trás da máscara”, deixando o Miles um protagonista extremamente carismático com um arco muito bem desenvolvido, onde o roteiro sabe desenvolvê-lo sem presa nós mostrando sua personalidade antes/depois de ter sido picado pela aranha radioativa, deixando o público envolvido na sua jornada chegando a vibrar no momento em que ele finalmente sente o “herói dentro dele”.

O filme se diferencia de outros longas animados pelo seu visual ousado e criativo, que remete a uma história em quadrinho em movimento, percebemos isso pelo visual dos personagens e pelas onomatopeias que saltam na tela nas cenas de ação e nós pensamentos de Miles, que transbordam na tela como se o filme fosse realmente uma história em quadrinhos, o deixando único e original comparando  aos outros do gênero.

O Longa também acerta ao apresentar uma história que respeita o material fonte, tanto no visual como na personalidade de cada personagem. Apesar do Miles ser o protagonista cada personagem tem um momento para “brilhar” ninguém foi desperdiçado, começando pelo Peter Parker que ocupa uma posição diferente do acostumado, agora exercendo um papel de mentor já que estamos numa versão mais adulta do personagem, fazendo um contraste ao Peter jovem do MCU interpretardo pelo Tom Holland, e sua interação com o Miles é bem divertida e permeia uma boa parte do filme, já que Miles vê no Peter uma inspiração para se tornar um herói.

Já os outros aranhas apesar de não terem grande desenvolvimento, são usados em momentos cômicos e para movimentar a história, como a Gwen Stacy que ganha uma personalidade aventureira/ divertida onde queremos ver mais da personagem e sua relação com o protagonista é bem fofa( a cena envolvendo a piada sobre Einstein é muito boa), e o romance entre os dois começa a ser pincelado para ser desenvolvido, na já anunciada sequência, o porco aranha( completamente tirado de um desenho do Looney Tunes), diverte com seu jeito atrapalhado e cartunesco, já o Homem Aranha Noir tem uma das melhores piadas do filme, envolvendo a complexidade de um cubo mágico, a única que deveria ter mais tempo de tela é Peny Parker( versão japonesa do herói).

Além dos já citados, outros personagens do universo do herói fazem participações especiais durante o filme , deixando o telespectador com um sorriso no rosto a cada aparição, sem contar aos inúmeros easter – egg que permeiam toda a  obra que vão de referência aos quadrinhos até a própria trajetória do herói dentro da Sony. O Roteiro do Phil Lord e Rodney Rothman equilibra muito bem momentos de humor, com a carga emocional do filme que fala sobre insegurança, perdas, traumas e o mais importante que qualquer um pode ser um herói, muitos desses momentos acontecem devido a figura do Pai( que tem uma relação complicada com o filho), e no Tio como a real figura paterna na vida do Miles. O próprio vilão do filme partilha desses momentos na sua motivação , onde entendemos o porquê dele tar fazendo aquilo, mas o personagem merecia mais tempo em cena para desenvolver melhor essa carga emocional que o permuta.

Homem Aranha no Aranhaverso é uma carta de amor aos fãs de animação, de super herói e principalmente do teioso e quando os créditos começam a rolar a ansiedade para a próxima aventura do Miles na telona é grande e gratificante.

Nota: 5/5