Lula diz ter pedido a Trump para Rubio tratar o Brasil ‘sem preconceito’

Foto: Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (6) que, durante o telefonema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, converse “com o Brasil sem preconceito”.

Durante uma entrevista exclusiva para a TV Mirante, do Maranhão, horas depois do telefonema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pediu que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, converse “com o Brasil sem preconceito”.

Rubio é a autoridade destacada por Trump para negociar o tarifaço de 50% aplicado pelo governo dos EUA aos produtos brasileiros.

Desde o anúncio do tarifaço, em julho, Rubio vem dando declarações de concordância com a medida e críticas ao governo e ao Judiciário brasileiros.

Do lado brasileiro, negociam os ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento e Comércio Exterior), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

“Ficou acertado que a partir de amanhã eles vão fazer uma discussão sobre o Brasil. Depois, o secretário de Estado dele vai procurar o nosso governo porque eu tenho Alckmin negociando, eu tenho o Mauro Vieira, que é o chanceler, e tenho o Haddad, que é o ministro da Fazenda. Ele [Trump] disse que o Marco Rubio vai conversar com o pessoal, eu pedi para ele dizer ao Marco Rúbio para conversar com o Brasil sem preconceito com o Brasil, porque pelas entrevistas que ele deu há um certo desconhecimento sobre o Brasil”, disse Lula.

A conversa por telefone entre Trump e Lula durou cerca de 30 minutos e teve foco em questões econômicas — especialmente nas tarifas de 50%.

“Ele disse que vai dar tudo certo e o mais importante: sabe o que aconteceu no fim da conversa? Ele me deu o telefone pessoal dele e eu dei o meu, para que a gente não precise de intermediário para fazer as coisas boas para os Estados Unidos e o Brasil”, completou Lula.

ManchetePB
com g1

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