Maioria da Câmara declara voto contra Eduardo Cunha

Apesar de a maioria dos deputados declarar que votará pela cassação do seu mandato, Cunha ainda tenta virar o jogo
Apesar de a maioria dos deputados declarar que votará pela cassação do seu mandato, Cunha ainda tenta virar o jogo

Apesar da maré desfavorável, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seus aliados continuam articulando uma forma de aprovar em plenário uma pena alternativa à cassação do mandato. A maioria absoluta dos deputados federais já declarou que votará pela cassação do mandato do peemedebista, na sessão marcada para a próxima segunda-feira, 12 de setembro. Até o início da noite de quarta-feira, 260 parlamentares declararam ao GLOBO que dirão sim à perda de mandato do parlamentar — três a mais que os 257 necessários.

Os aliados de Cunha, porém, usam como argumento o julgamento no Senado da ex-presidente Dilma Rousseff, que a tirou da presidência, mas deixou-a elegível para cargos públicos. Caso a tese do fatiamento prospere, pode haver mudança no caso de Cunha: entre os que não definiram sua posição sobre a cassação do mandato do peemedebista. Vários dizem que concordariam com uma pena mais branda ou com a manutenção dos direitos políticos dele.

A votação do impeachment deu novo ânimo aos defensores do deputado, que agora entendem que são possíveis emendas e destaques ao relatório aprovado no Conselho de Ética. Caso esse entendimento prevaleça, pode ser aprovada uma pena mais branda, como a suspensão do mandato por meses ou a cassação, sem a perda dos direitos políticos por oito anos. Na quarta-feira, Cunha passou o dia em telefonemas para deputados.

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