Eleito melhor jogador da Copa América, James Rodríguez deixou o São Paulo, onde fez apenas 22 jogos em um ano, para atuar novamente no futebol europeu, contratado com festa pelo Rayo Vallecano. Parecia a chance de voltar a ser efetivo de forma mais consistente, e não apenas nas atuações esporádicas pela seleção da Colômbia.
Exatamente um mês após sua chegada ao clube da região metropolitana de Madri, o estigma de jogador irregular parece acompanhar o talentoso meio-campista de 33 anos. James levou 20 dias para estrear, na vitória por 3 a 1 sobre o Osasuna, pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, quando entrou a dois minutos do fim.
No jogo seguinte, entrou no meio do segundo tempo no 1 a 1 contra o Atlético de Madrid, e nesta quarta-feira não saiu do banco de reservas no 0 a 0 com o Girona. No primeiro mês no Rayo, soma apenas 30 minutos em campo, contando os acréscimos.
Curiosamente, entre a apresentação ao Rayo, no dia 26 de agosto, e a estreia, em 16 de setembro, James esteve novamente com a seleção da Colômbia nas Eliminatórias para a Copa de 2026, e novamente com destaque: entrou no intervalo contra o Peru e participou do lance do gol do empate em 1 a 1, e depois jogou os 90 minutos e fez o primeiro gol da vitória por 2 a 1 sobre a Argentina. Com 16 pontos, a Colômbia é vice-líder das Eliminatórias.
Assim como nos tempos de São Paulo, o efeito gangorra de James – indiscutível na seleção, reserva no clube – também gera questionamentos no Rayo Vallecano. Após o jogo contra o Girona, o técnico Iñigo Pérez justificou a decisão de não lançar o colombiano.
– Creio que os jogadores que entraram tinham outras características para poder sustentar o resultado – explicou o treinador.
– Se me insultam por que não escalo um jogador, não posso fazer nada a não ser aceitar – completou.
O Rayo volta a campo neste sábado, em casa, contra o Leganés, e a rotação de elenco feita por Pérez, que não costuma repetir escalação, pode ajudar o colombiano. O treinador evitou dar esperanças ao reforço e deixou o mistério no ar.
– Eu me movimento no dia a dia, não faço a escalação numa folha de papel – disse ele.
GE




