Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, durante divulgação de dados atualizados sobre a situação do novo coronavírus no país – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, comunicou à equipe que está de saída do Ministério da Saúde. Oliveira ajudou a formular a estratégia de combate ao novo coronavírus ainda na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Ao saber que Mandetta seria demitido, o secretário avisou que também iria sair, mas acabou continuando no cargo para ajudar na transição. No início de maio, Oliveira aproveitou alguns dias de férias antes de comunicar sua saída definitiva. “Eu disse para o Teich que iria conversar com ele na minha volta, só que agora eu voltei e o ministro mudou”, disse à coluna.

A demissão de Nelson Teich foi recebida com surpresa por Oliveira. No entanto, Oliveira e o atual ministro interino, Eduardo Pazuello, têm boa relação. Ambos são egressos do Ministério da Defesa. O secretário já atuou na área de enfermaria do Hospital das Forças Armadas. “Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa, e conosco é missão dada, missão cumprida”, afirmou em mensagem de despedida enviada a colegas.

Oliveira foi um dos defensores da medida de isolamento social, que marcou até aqui a posição do Brasil no combate ao vírus.

A exoneração de Wanderson Oliveira ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. Antes dele, o secretário de Ciência e Tecnologia, Denizar Vianna, também da gestão Mandetta, pediu para sair.

Nelson Teich foi convidado por Pazuello para assessorar o ministério, como fez entre 2019 e 2020, antes de assumir a cadeira de ministro. Nas redes sociais, ele disse que por coerência, não aceitaria voltar à pasta.