Campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Campina Grande (Foto: Divulgação)
Campus da Universidade Estadual da Paraíba
(UEPB) em Campina Grande (Foto: Divulgação)

O calendário para os próximos períodos letivos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) foi aprovado nesta quinta-feira (26) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). A proposta aprovada foi a apresentada pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), que encerra o atual semestre letivo, 2015.1, segue até 11 de dezembro.

As aulas da UEPB foram retomadas na segunda-feira (23) depois da greve dos professores, que durou cinco meses. Conforme definido pelo Consepe, as aulas do período 2015.2 serão iniciadas no dia 25 de janeiro de 2016 e encerradas no dia 28 de maio. Já o período 2016.1 será iniciado em 27 de junho e encerrado no dia 27 de outubro.

As colações de grau do período 2015.2 serão realizadas entre os dias 6 e 11 de junho, e as do período 2016.1 entre os dias 7 e 12 de novembro. A proposta de calendário acadêmico para o período 2016.2 será apreciada pelo Consepe durante o primeiro semestre de 2016.

Dentro dos períodos 2015.2 e 2016.1 há datas para processos como planejamento acadêmico dos cursos, transferência voluntária, mudança de campus, mudança de turno, matrículas, trancamento de matrícula, ajuste de matrícula, solicitação de dispensa de componentes curriculares, reingresso, entre outros procedimentos.

Greve durou cinco meses
A greve da UEPB começou no dia 19 de junho e desde então todas as atividades nos oito campi da instituição estavam com suas atividades paralisadas por tempo indeterminado. A greve afetou mais de 24 mil alunos nos campi da instituição em Campina Grande, Lagoa Seca, Catolé do Rocha, Araruna, Guarabira, João Pessoa e Monteiro.

Durante toda a greve, houve conversas entre docentes e reitoria, mas as negociação não avançaram. No dia 26 de outubro, professores do comando de greve ocuparam a reitoria da UEPB, em Campina Grande, e pediam uma negociação urgente entre reitoria e governo estadual para pôr fim a greve.

No dia 4 de novembro, os professores marcaram uma assembleia-geral na frente do prédio da reitoria para debater a greve. Antes do início da reunião, houve confusão entre alunos e docentes.

As negociações com o governo do estado começaram no dia 5, um dia após a confusão. Em reunião com o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Finanças, Tárcio Pessoa, os docentes repassaram as propostas e ficou acordado que o governador Ricardo Coutinho iria avaliar e, logo em seguida, se reuniria com os grevistas. Com o início do diálogo, os professores desocuparam a reitoria.

O governador Ricardo Coutinho, o reitor da UEPB, Rangel Júnior, comando de greve e o Ministério Público da Paraíba se reuniram no dia 13 e debateram as propostas. O governo do estado prometeu, entre outras coisas, melhorar a infraestrutura dos campi e um terreno para construção de um campi próprio em João Pessoa. Segundo o comando de greve, os docentes aceitaram as propostas, apesar de que nenhuma proposição sobre salários tenha sido feita.

Nesta reunião, ficou acertado que no dia 16 os grevistas fariam uma assembleia para votar pelo fim da greve. A Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb) não convocou a reunião, quebrando o acordo feito. Por causa disto, o MPPB ajuizou uma ação civil pública pedindo a abusividade da greve. De acordo com a ação, a greve estava prejudicando alunos e a sociedade ‘diante da extrema essencialidade do serviço público de educação’.

Do G1 Paraíba