Um homem de 33 anos morreu ao ser espancado por cerca de 300 moradores da Vila de Samuel (RO), a 50 quilômetros de Porto Velho, após ser preso por homicídio e tentativa de estupro. Segundo a polícia, ele tentou estuprar uma menina de oito anos e matou o irmão dela, de seis anos. O crime aconteceu na noite de terça-feira (21).

De acordo com o boletim de ocorrência, no final da tarde de terça, o suspeito chegou à casa da menina, a aproximadamente 30 quilômetros da vila, e ofereceu R$ 10,00 para que ela tivesse relações sexuais com ele. A criança negou e, quando entrou em um dos quartos da residência, foi atacada pelo homem, que a jogou na cama e começou a despi-la. A vítima gritou e o irmão dela entrou no cômodo, tentando defendê-la.

O suspeito pegou um pedaço de madeira e feriu a cabeça do menino, depois desferiu um golpe de faca no peito do garoto. Quando percebeu a gravidade dos ferimentos da criança, o homem pediu ajuda a um vizinho das vítimas. Todos se deslocaram para a Vila de Samuel, onde o menino receberia atendimento médico. No entanto, o garoto já chegou sem vida ao local.

Moradores da vila então detiveram o suspeito e acionaram a polícia, que começou a procurar o padrasto das crianças. Ainda conforme o boletim de ocorrência, quando os agentes faziam a busca pela comunidade, já com o homem dentro da viatura, dois caminhões bloquearam a passagem. Neste momento, cerca de 300 moradores, armados com pedras e pedaços de pau, avançaram sobre o veículo para linchar o suspeito.

Os policiais, que estavam em uma equipe de quatro, alegaram que não conseguiram impedir o ataque devido ao grande número de pessoas na multidão. Uma viatura da Polícia Ambiental que passava pelo local também tentou prestar apoio, mas não conseguiu conter os moradores. Os agentes acionaram mais equipes e quatro viaturas foram enviadas à vila. Quando a multidão encerrou as agressões, os policiais constataram que o homem já estava morto.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deve ouvir a vítima de tentativa de estupro, os pais da criança e testemunhas nesta quarta-feira (22).

Do G1