Vai Brasil!
Todos juntos na
torcida pelo hexa

Vai Brasil!
Todos juntos na
torcida pelo hexa

“Trabalhador lasca trabalhador e poder público mantém privilégios”, desabafa professor sofre crise

Assis Souza é professor da UFCG

Crônica sobre coisa nenhuma, porque dizer não resolve.

Nem esperança, nem resistência, mas fazemos muitos memes sobre a desgraça que nos mata. Até rimos da espada que transpassa o peito e odiamos o outro que não tem nada com isso.

E vamos à missa ou culto ou rito sagrado para pedir à Divindade de nossa crença e fé que nos salve do mal e do ruim que somos e fazemos, mas atribuímos ao outro.

E as coisas vão se “normalizando” para alguns. Para mim, nunca são normais. São, sim, normatizadas sistemicamente para nos anular.

Vejamos exemplo: Depois das paralisações, a gasolina está chegando em Guarabira (PB) hoje, e atividades serão retomadas. Mas, vejam bem, ontem mesmo os mototaxistas guarabirenses aumentaram o preço da corrida para 5 reais dentro da cidade. Taxistas farão o mesmo, aumentando para 12 ou 15 reais. Em outros municípios acontecerá a mesma coisa: trabalhador “lascando” trabalhador, enquanto o poder público, mantenedor deste sistema se mantém com todos os privilégios.

E teremos mais aumentos: o gás, a luz, a água…

E eu aqui vendo escolas e universidades preocupadas em ministrar os conteúdos da passividade, da inércia, do bom comportamento… A fala é: “Temos que cumprir o calendário para não prejudicar os alunos”. Como é?!?! Isso mesmo… E alunos querendo saber quando teremos aula.

Esta é a “educação” que conforma e deforma. Inútil à vida, mas necessária exclusivamente ao diploma que serve muito pouco (a nós mesmos).

Somos reféns de um sistema que alimentamos e que é contrário à cidadania queremos, e que nos mata progressivamente; e quando deveríamos lutar pela diminuição do valor do combustível, fazemos o contrário: uma categoria começa a sacrificar a outra, aumentando valores de serviços e produtos.

Lembro-me de “classe em si” e “classe para si”. Recordo-me, ainda, da canção religiosa de Zezinho: “Acredito que o mundo será melhor, quando o menor que padece acreditar no menor”. Isso mesmo: pobre que não acredita em pobre, defende ricos, destrói riquezas, torna-se escravo…

Mas isso é só uma crônica “nascida” da insônia.” (por Assis Souza de Moura)

Compartilhe

FOI MANCHETE