
O traficante paraibano Damião Barbosa (conhecido como Damião Araçagi), de 50 anos, foi preso nesta terça-feira (28), na megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e resultou em 81 prisões nos complexos do Alemão e da Penha. As informações foram confirmadas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
De acordo com o delegado Diego Beltrão, o homem é integrante da alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e muito próximo ao presidente da organização criminosa no estado e estava foragido no Rio de Janeiro. A polícia da Paraíba já havia informado a partir de dados da inteligência que o traficante estava em comunidades do estado.
“A gente sabe que ele exerce um papel de relevância dentro do Comando Vermelho na Paraíba, inclusive por estar ligado diretamente ao presidente e a alguns conselheiros. Pode ser que ele tenha assumido atualmente o papel de conselheiro, mas não temos essa informação confirmada.
A única coisa que posso afirmar com segurança é que ele ocupa um cargo de relevância na facção”, informou o delegado Diego Beltrão.
Mandados de prisão
Contra Damião Barbosa, que tinha principalmente a zona de influência na cidade de Araçagi, na região do Brejo paraibano, existem dois mandados de prisão em aberto. O primeiro em Sapé, cidade na Paraíba, pela condenação por tráfico e associação para tráfico, de 5 anos e seis meses de prisão. O segundo pelos mesmos crimes acrescidos de roubo qualificado, em uma condenação de 30 anos de reclusão, em João Pessoa. Em ambos os casos, ele deveria cumprir a sentença em regime fechado.
Megaoperação
A ação, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou 2,5 mil agentes civis e militares e provocou bloqueios em vias, suspensão de aulas em 83 escolas e paralisação de linhas ônibus.
De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), a megaoperação contabiliza, até o momento, 113 pessoas presas de outros estados.
Sobre a possibilidade de haver outros paraibanos entre os detidos, o delegado Diego Beltrão explicou que o número pode subir. “Acredito que pode sim haver mais presos de fora. Foi uma megaoperação, com diversos detidos, muitos sem identificação, e ainda está sendo feito o trabalho de reconhecimento. Com o tempo, devemos receber mais informações”, comentou o delegado.
Não há detalhes sobre uma eventual transferência do preso para a Paraíba.


