Essa é uma semana para não ser esquecida.
Comecei e termino esta semana sendo alvo de incompreensões que se converteram em constrangimento, assédio moral e afins. Não é hora para retrospectivas. Os fatos são tão públicos que de Cabedelo a Cajazeiras, pelo menos um cristão tomou conhecimento. Reprisa-lo é desnecessário.
O sono não me foi tirado em nenhum minuto, pois entendo que de embates e confrontos é feita a vida e são eles que moldam nosso caráter.
Os tapas verbais não serão revidados. Os autores não merecem tanta energia e por ser cristão devo oferecer o outro lado. Pode bater!
Eles são profissionais do verbo, da fala, da ilusão, da mentira. Vivem da construção de imaginários e se profissionalizaram em tirar dividendos de pequenas querelas. Portanto, não merecem ser citados aqui.
Falar em dignidade diante de quem nunca teve uma carteira assinada, nunca bateu ponto, nunca cumpriu horários, herdeiro de privilégios e regalias, é cobrar demais dos pobres mortais, que assim como eu, foram lançados as periferias sociais pelo simples fato de não ter um sobrenome nobre. Também por isso, não os condeno. Apenas, peço respeito aos órfãos de sobrenomes importantes que sofreram muito para construir sua história, pois ainda que vetados das indicações para as facilidades do poder, deram a volta por cima, as vezes sacrificando o convívio familiar com amarguradas viagens aos grandes centros para se ariscar na construção civil. Os privilegiados dos impérios políticos não sabem o que é isso, são dores restritas aos pequenos.
O que dói mesmo é o farisaísmo e a hipocrisia dos pseudos defensores da democracia plena, que investem cinicamente contra a imprensa, quando esta mesma imprensa, não atende seus interesses. A mesma imprensa que não é reconhecida quando elogia, é atacada quando questiona ou opina. O descompasso é tão grande que eles não atacam as grandes fontes de informação instaladas na capital, preferem esquartejar a imprensa interiorana, que apesar de contar com excelentes profissionais, muitas vezes é apenas reprodutora das informações ou especulações dos grandes centros. A metralhadora deveria, em tese, ser direcionada para quem inaugurou a notícia e somente depois para os seus reprodutores. De novo, o povo tem razão: “a corda arrebenta do lado mais fraco”.
Foram dois os personagens políticos da região que assim procederam em apenas uma semana. (ressalto novamente que eles não merecem ser citados)
Não posso deixar de defender meus colegas de profissão, que para sobreviver, literalmente, precisam assessorar órgãos estatais, corporações, empresas e até agentes públicos. E aqui os aconselho: assumam sem medo seus trabalhos extras, pois a opinião pública repudiará muito mais os covardes. Sejam mais sinceros e transparentes. O crime está na indecência de não sermos verdadeiros. Não vamos nos autoflagelar acreditando que ocupantes de assessorias vão manobrar a opinião pública e por isso estão proibidos de prestar qualquer serviço a quem quer que seja. Desde que seja legal e responsável, não há pecado nisso.
Lembro ainda que o povo não é massa, ele é capaz de discernir por conta própria. O termo comunicação de massa está em desuso e deve ser evitado, tendo em vista, que o termo massa, enquanto algo que se manobra, está em queda livre, o povo está cada vez mais bem informado e sabe filtrar o que é coerente.
Todos erramos e acertamos, porém não devemos deixar de fazer o bom combate com coragem e altivez.
Rafael San


